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O tal do crochê…

28 mar

Então, é mais ou menos assim…

Sabe quando você sabe, que você é boa em alguma coisa? Quando você tem a certeza de que faz bem feito? Minha relação com o crochê, é mais ou menos assim.

Minha mãe que me ensinou o básico, desde muito pequena, acho que tinha uns 12 anos. Constantemente eu a observava a cochetar e partiu de mim a vontade de aprender. Acho que isto porque a minha mãe nunca foi do tipo que combinava, crochetando tapetes, caminhos de mesa, toalhinhas para bandejas, enfim (risos). Ela sempre se deu muito bem confeccionando roupas, todas sempre lindas.

Meu irmão que não pode abusar muito, quero dizer, nada, deste dom. Mas a minha irmã e eu… Que delícia! Temos vestidinhos, bolsinhas, blusas… Várias de nossas roupas de aniversário foram feitas pela minha mãe e o mais legal é que são peças únicas, sem igual onde quer que seja.

Digo, únicas, por serem únicas, mesmo. Peças que não foram copiadas de lugar algum. Peças criadas e inventadas, conforme ‘foi dando’ (risos). Porque segundo a minha mãe: o bom do crochê, é que para tudo, dá-se um jeito. Não ficou da maneira como você imaginou? Reinvente!

Eu herdei todos estes dons: criar, inventar e crochetar. Se no mundo da costura eu me mato para aprender e me aperfeiçoar e a cada dia que mais sei, sinto que nada sei, no mundo do crochê é que eu me solto e tudo funciona como uma terapia.

Jamais vou me esquecer, das minhas tentativas em convencer minha mãe, com minhas idéias de modelos de peças mais mirabolantes. Primeiro eu imaginava o modelo e sem colocar no papel, (pois não sei desenhar, até hoje), trocava ideias com ela, sempre forçando-a a concordar de que a tal invenção daria certo. As vezes ela dizia: isso não vai vestir bem. E não vestia mesmo. Mas outras vezes eu a superava. E até hoje, é assim.

Depois que sofrí uma overdose de crochê, há uns dois anos mais ou menos e com esta minha ânsia em querer aprender a costurar, acabei deixando um pouco a agulha de lado… Meu penúltimo trabalho foi este colete, no inverno do ano passado.

E o último, eu mostro para vocês, à seguir:

A parte das costas:

Reparem que eu fiz a manga bem larga, propositalmente e levemente curta, para usá-la meio franzida, na altura do cotovelo.

E então? Gostaram?

As blogueiras “antenadas” que me desculpem, mas isso sim é o que eu chamo de um belo “look do dia” (risos).

Uma ótima quarta-feira. Beijos, beijos.

– Linha empregada: Duna, da Círculo – 8 novelos
– Agulha de crochê nº 5
– Créditos: Maria Fernanda Mazzer

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